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Resenha: O Duque e Eu (Os Bridgertons #1), por Julia Quinn

O Duque e Eu é o primeiro livro da série Os Bridgertons. A série, escrita pela Julia Quinn e publicada pela editora Arqueiro, conta com 8 livros (sendo que apenas 4 foram publicados no Brasil até então) e cada livro conta a história de um dos irmãos Bridgertons. Todos os irmãos seguem uma ordem alfabética de nomes, sendo Anthony o primeiro e Hyacinth a última.  Nesse primeiro livro conhecemos Daphne, a quarta irmã, a mais velha entre as mulheres. 

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Ano: 2013
Nota: 4/5
Sinopse: Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

Simon é o duque de Hastings, após anos morando fora pra evitar contato com o pai, que sempre o odiou, ele volta para Londres assim que descobre que seu pai morreu e que terá que tomar conta do ducado que lhe foi herdado. Por conta da raiva que sente pelo pai, ele resolve que nunca irá se casar nem ter uma família, para não dar continuidade a essa família que ele tanto odeia. Tudo começa a mudar quando ele conhece Daphne --, a irmã do seu melhor amigo. 

Daphne é um jovem diferente de todas da sociedade, ela, além de linda, é inteligente e tem um ótimo senso de humor. Daphne sonha em se casar e ter vários filhos, porém nenhum bom partido se interessa por ela, apenas homens velhos demais ou burros demais. Os bons partidos vê ela apenas como uma boa amiga. Com uma personalidade forte, ela acaba conquistando de cara o novo Duque. Daphne e Simon resolvem fazer uma aliança: ele finge que está cortejando ela, assim os bons partidos podem lhe ver de uma forma diferente e ao mesmo tempo ele foge das mães que estão loucas para casar suas filhas com o novo duque de Hastings. 

Estou apavorado. E morrendo de empolgação. E sentindo milhões de outras emoções que nunca me permiti sentir antes de encontrar você
Julia Quinn conseguiu escrever personagens maravilhosos. A Daphne é uma das minhas protagonistas preferidas, ela é corajosa, tem bom coração, é bem humorada e espirituosa. É aquele clichê bom. Já o Simon teve uma infância difícil, teve tudo do bom e do melhor, mas nunca teve o amor do seu pai, e sua mãe morreu logo após seu parto. Tudo isso criou enormes cicatrizes nele, e apesar de ser fechado, ele é sensível, o que muitas vezes me fez vontade de entrar no livro e dar um abraço nele. 

O livro é narrado em terceira pessoa, o que é ótimo já que conseguimos saber o que os dois personagens pensam e sentem um pelo outro. É um livro bem clichê e que você consegue adivinhar com facilidade tudo que vai acontecer. Mas mesmo assim é uma leitura que me prendeu, a narrativa flui bastante e a Julia conseguiu construir ótimos personagens e uma história envolvente, apesar de ser, muitas vezes, obvia e clichê.


Daphne se abaixou e ajeitou as tulipas, roçando o braço de leve na frente do casaco dele. Ela imediatamente deu um salto para trás, surpresa com a quentura e a força dele. Meu Deus, se ela podia sentir tudo aquilo através da camisa e do casaco, como ele deveria ser... Daphne ficou vermelha, muito vermelha. – Eu daria minha fortuna por seus pensamentos – disse Simon, erguendo as sobrancelhas com curiosidade

Daphne e Simon tem uma ligação imediata e uma atração muito forte, são personagens que combinam muito e tem química. As coisas acontecem bem rápido no livro, mas não é atropelada, entende? Flui rápido, eles se apaixonam rápido, mas não é aquele amor que é simplesmente forçado, tem todo um envolvimento que convence bastante. O romance foi bem trabalho, não enrolou muito, mas também não foi rápido demais!  

O livro é delicioso, com cenas engraçadas, dramáticas e com algumas cenas hot, mas nada que torne o livro erótico, bem longe disso aliás.  Particularmente eu esperava mais de Julia Quinn, foi um livro que me decepcionou um pouco pela narrativa e pela quantidade de clichê. Mas ao mesmo tempo ele me conquistou pelos personagens e, é claro, pela época em que se passa. Adoro livros de época, e acho fascinante quando o livro tem características fortes da época em que se passa. Dou quatro estrelas por ser um livro bom, que flui bastante, de leitura rápida, mas clichê e com uma narrativa simples. 


Resenha: Dizem por aí (Garota ama Garoto #2), por Ali Cronin

Dizem por aí é o segundo livro da série Garota <3 Garoto. Escrita pela Ali Cronin e publicada no Brasil pelo selo da Seguinte da Companhia das Letras, o livro conta a história da Ashley, a mais descolada do grupo de amigos. A garota que adora o sexo casual e nunca se apaixonou por ninguém. Mas vê isso mudar quando conhece Dylan, um garoto tímido e bem diferente dela, mas que ganha seu coração.
Ps: Esse é o segundo livro da série, mas a resenha não contém spoilers do primeiro livro.

Autora: Ali Cronin
Editora: Seguinte
Páginas: 282
Ano: 2013
Nota: 4/5
Sinopse: Ashley sempre foi a mais descolada da turma. Aquela garota que sabe o quer - festas e mais festas - e que, diferente das amigas, nunca gastou seu tempo sonhando com príncipes encantados. Mas tudo muda quando, um dia qualquer, ela vai ao cinema com sua melhor amiga e conhece Dylan: um garoto lindo, um pouco quieto, de olhos verdes e cabelos incríveis que acaba grudando na cabeça dela. Ashley só consegue pensar naqueles jeans justos, no ar meio desinteressado, nas pernas finas... O efeito é devastador. Mas cada vez que eles se encontram, Dylan tem uma reação diferente: quando estão sozinhos, se dão bem e conversam como amigos; quando se veem nas festas, o garoto a evita. Será que isso é só timidez? Ou na verdade ele tem vergonha de ficar ao lado de uma menina como ela? Será que, no fim das contas, ela é vista como uma garota fútil? Com esse vaivém, e sem saber como agir, Ash fica cada vez mais insegura e confusa, começa a tomar decisões erradas - quem já não saiu com um pensando em esquecer o outro? - e depois, como nunca tinha acontecido antes, se sente totalmente arrependida. Gostar de alguém de verdade estava sendo mais difícil do que parecia...


Sou uma completa apaixonada por livros de romance, mas se tem algo que consegue atrair ainda mais minha atenção é problema familiares (sou fã da Sarah Dessen e entendedores entenderão). Comecei a ler Dizem por aí achando que seria a mesma coisa de Nada é para Sempre, que aborda o primeiro amor e seus dilemas, mas foi algo bem diferente. O romance é apenas um detalhe, o livro vai bem além disso. Ashley tem personalidade forte, mas por dentro é cheia de duvidas e anseios, e é claro que ela é do tipo que não deixa transparecer que não se importa com nada. Ela tem grandes conflitos dentro de casa e é obrigada a trabalhar na loja de vestidos de noiva da mãe, bajulando as mulheres ricas para que elas comprem lá. Uma coisa que ela odeia e ainda por cima não recebe. Seu único refúgio são as festas e os garotos.

Logo no primeiro encontro Dylan chama a atenção dela. Só que ele tem um comportamento completamente diferente quando encontra com ela nas festas de quando encontra ela em ambientes mais calmos. Será só timidez ou o jeito louco da Ashley o incomoda? É isso que ela sempre tenta descobrir. Mas como disse: o romance é só um detalhe.

Podem me chamar de piranha se quiserem, mas não há amiga mais leal que eu. 

O livro é narrado em primeira pessoa pela Ashley (cada livro da série é narrado por uma menina do grupo) e tem uma escrita bem leve e descontraída. Os personagens são bem estruturados e cheios de dramas e questões, que na minha humilde opinião, poderia ser mais elaborada com mais intensidade. Mas mesmo sendo um pouco superficial é o livro que te conquista pela personagem. Você em algum momento vai consegui se identificar com Ashley, e se não, pelo menos tentará se colocar no lugar dela. A autora escreve muitas coisas sem o menor pudor, não estou dizendo que o livro é um 50 tons de cinza, mas ela escreve justamente para os jovens, esse o receio de falar certas coisas.

Eu adorei o livro, bem mais do que eu gostei do primeiro. Até agora, pelo que conheci das meninas, ela é a minha preferida, pois é forte e determinada, mas não é insensível e está sempre preocupada com os amigos, mas sem sufocar, sabe? A leitura flui de um jeito agradável e a narrativa é clara e simples, mas que conquista. Dizem por aí foi bem o que eu esperava, não me supreendi, mas também não me arrependi. 

Resenha: Nada é para Sempre (Garota ama Garoto #1), por Ali Cronin

Sabe quando você lê algo ruim e fica com aquela sensação de gosto ruim e precisa muito de um livro bom, e leve e divertido, só para descontrair? Foi exatamente isso que aconteceu comigo! E ainda bem que Nada é para Sempre conseguiu se encaixar nas minhas expectativas, sem surpreender nem decepcionar.

Autora: Ali Cronin
Editora: Seguinte
Páginas: 272
Ano: 2012
Nota: 3/5
Sinopse: Cass é a namorada fiel. Ashley não leva nada a sério. Donna é festeira. Ollie é mulherengo. Jack é esportista. Rich talvez seja gay. Mas e Sarah? Os amigos sempre tiram sarro dela por ser certinha demais, mas ela só está esperando pelo cara certo e agora tem certeza de que o encontrou. Será que ele sente a mesma coisa? Ou tudo não passa de uma paixão de verão? Acompanhe o emocionante último ano de escola de quatro garotas e três garotos de dezoito anos.



Nada é para Sempre é o primeiro livro da série Garota <3 Garoto, escrito pela Ali Cronin e publicado no Brasil pela Editora Seguinte (selo da Companhia das Letras) ele conta a história de Sarah, que em uma viagem para Espanha com a família ela acaba conhecendo Joe e resolve tirar uma virgindade com ele. O que ela não sabe é que talvez essa relação não tenha a mesma importância para ele.

Ele limpou as minhas lágrimas com o polegar, deu um sorrisinho triste e disse “Te ligo”. E logo Joe estava no ônibus, e eu chorava de verdade enquanto ele esticava o pescoço para continuar acenando pra mim. Não tive notícias dele desde então. E ele tinha fixado moradia no meu cérebro. Não consegui parar de pensar nele. Eu só precisava ser paciente: ele tinha prometido ligar, então ligaria. Mas a espera estava me matando.

Sarah tem três melhores amigas, Cass, Ashley e Donna, que apesar de serem completamente opostas, são inseparáveis. Sarah, nossa narradora nesse livro, é a mais "santa" do grupo, sempre foi amiga fiel e nunca se interessou por nenhum garoto, até que ela conhece Joe em uma viagem e tudo muda completamente.

Joe é o tipico universitário festeiro. Poucos anos mais novo do que Sarah, ele acaba se interessando por ela, mas na verdade tudo que ele quer é somente sexo casual, apesar de Sarah achar que de alguma forma ela irá conseguir fazer com que ele sinta algo mais.

Nessa série, cada livro é narrado por alguém do grupo, e nesse livro conhecemos a história de Sarah e a descoberta do primeiro amor. O livro é super leve e descontraído, não é o tipo intenso, mas consegue prender o leitor, fazendo virar as páginas sem nem notar. E o foco maior é para os relacionamentos difíceis e as primeiras descobertas.

Ótimo. Posso ser uma aluna nota dez, mas sou um fracasso completo no que se refere ao sexo oposto.

Como já era de se esperar, Sarah se torna completamente apaixonada por Joe, e ela acredita fielmente que lá no fundo ele quer algo mais sério com ela, apesar de todos os seus amigos acharem o contrario. Por conta disso o livro aborda muito esse tema de relacionamento vs. amizades. O que também é legal pois a história não tem o foco só para o casal principal, e aborda outros temas também, embora seja de uma forma um tanto superficial.

Sabe aquele tipo de personagem irritante? É Sarah! Por causa do seu rolo com Joe, ela acaba ficando obcecada por ele e briga com Deus e o mundo para defendê-lo. Além disso ela sempre age por impulso, fazendo milhares de burradas e sofrendo depois. Mas são atitudes que de certa forma, se tornando compreensíveis, afinal essa é a chance dela de errar e aprender. É muito interessante ver a forma como ela vai lidando com isso e de como os amigos lidam também. É uma leitura muito interessante para quem, como eu, adora ver comportamentos e diferentes personalidade e as formas com que os adolescentes lidam com certos problemas.

O final do livro não foi uma surpresa, foi mais ou menos o que eu esperava e isso não foi ruim. É o tipo de livro que você vai lendo e apreciando a leitura, e apesar de ser rápida, você não tem pressa para terminar, porque é algo gostoso de ler. É um ótimo livro para se ler agora no verão. Mas não tem nada demais e diferente de tudo que tem em outros.

Os outros livros da série:

Resenha: Sussurro (Hush, Hush #1), por Becca Fitzpatrick

Sussurro é o primeiro livro da saga Hush, Hush escrito por Becca Fitzpatrick e publicado no Brasil pela Editora Intrínseca ele conta a história de Nora Grey, uma garota comum do ensino médio que nunca se sentiu muito atraída por ninguém, até conhecer Patch, um garoto misterioso que parece saber tudo sobre ela.

Autora: Becca Fitzpatrick
Editora: Intrínseca
Páginas: 264
Ano: 2010
Nota: 2/5 (regular)
Sinopse: Se apaixonar nunca foi tão fácil… ou tão mortal. Para Nora Grey, romance não era parte do plano. Ela nunca se sentiu particularmente atraída por nenhum garoto de sua escola, não importa o quanto sua melhor amiga Vee os empurre para ela. Não até a chegada de Patch. Com seu sorriso tranquilo e olhos que parecem enxergar dentro dela, Nora é atraída por ele contra seu bom senso. Mas após uma série de acontecimentos aterrorizantes, Nora não sabe em quem confiar. Patch parece estar onde quer que ela esteja, e saber mais dela do que seus amigos mais íntimos. Ela não consegue decidir entre cair nos braços dele ou correr e se esconder. E quando tenta encontrar algumas respostas, ela se acha próxima de uma verdade que é bem mais perturbadora do que qualquer coisa que Patch a faça sentir. Pois Nora está bem no meio de uma antiga batalha entre os imortais e aqueles que caíram – e, quando se trata de escolher lados, a escolha errada poderá custar sua vida.


Nora perdeu seu pai recentemente em um assassinato misterioso, mas apesar de tudo é uma garota tranquila e comum, só tem uma melhor amiga e vive com a mãe em uma parte totalmente isolada da cidade. Ela também nunca se interessou por nenhum garoto, mas tudo isso muda completamente quando ela conhece Patch, que faz mexer com suas estruturas e despertar um desejo incontrolável de fazer tudo errado. 

Patch é o clássico garoto problema: totalmente misterioso e conquistador, do tipo que faz os corações derreterem só com um olhar. Além disso tudo ele tem um grande segredo com seu passado nebuloso. Apesar de toda a insistência para não se aproximar dele, Nora acaba se sentindo terrivelmente atraída. 

Ele era o pior tipo de erro. Era um erro tão grande que parecia certo, e aquilo me deixava completamente fora de controle.

O livro começa quando o professor de bilogia resolve fazer uma troca de lugares na sala, fazendo com que Patch e Nora sentem juntos. No primeiro encontro Patch desperta já um enorme interesse em Nora, ao mesmo tempo em que tudo alerta ela que ele é problema. Mesmo com todos os avisos de perigo que seu corpo parece enviar ela acaba embarcando nesta história. Nesse mesmo tempo ela começa a ser perseguida por uma pessoa misteriosa, que sempre tenta matá-la. 

O livro é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista da Nora. É uma narrativa muito clichê e para ser sincera me lembrou muito Crepúsculo, de uma forma ruim. Toda vez que eu falava que estava lendo esse livo alguém dizia que ele era perfeito, infelizmente eu tenho que ser do contra novamente. Achei a narrativa clichê, com personagens sem o minimo de personalidade e um romance totalmente superficial, a única coisa que me fez terminar foi o mistério (e o fato de eu estar com todos os livros para ler). 

O livro é rodeado de mistérios e um pouco de ação também, acredito que isso seja o que fez eu passar as páginas rápido. Fora isso eu não gostei de mais nada. Eu sei que a personagem principal na maioria das vezes é o clássico clichê e é sempre burra, mas confesso que Nora me tirou mais do que a paciência. Além de fraca ela parecia que nunca tinha uma opinião e não conseguia controlar suas atitudes, o que me deixou muito irritada. 

Tenha em mente que as pessoas mudam, mas o passado não. 

O romance foi, para mim, algo muito superficial. Eu sei que tem todo um contexto, mas acho que foi quase do nada o fato deles desenvolverem um amor eterno. Faltou informação e faltou momentos que fizessem com que eles se apaixonassem, foi algo que me pareceu muito forçado. Fora isso uma coisa que me incomodou bastante é que o livro não focou em outros personagens, só no dilema da Nora de o Patch é bom, o Patch é mal. 

O final foi um tanto surpreendente, pelo menos para a parte do mistério, onde a autora soube dar um bom desfecho com algo que eu não imaginava. Esse foi o motivo das duas estrelas, o mistério e o desfecho. Não foi um livro que me prendeu e me conquistou, mas com certeza seria se eu tivesse lido há dois anos atrás, na mesma época em que li Crepúsculo. 

Resenha: Cidade das Cinzas (Os Instrumentos Mortais #2), por Cassandra Clare

Resenha: Cidade das Cinzas

Atenção: Essa resenha pode conter spoilers do primeiro livro, se você não leu Cidade dos Ossos ainda, clique aqui e leia a minha resenha do primeiro livro.  

Resenha: Cidade das Cinzas Autora: Cassandra Clare 
Editora:  Galera Record
Ano: 2011   
Páginas: 404
Nota: 5/5
Sinopse: Clary Fray só queria que sua vida voltasse ao normal. Mas o que é “normal” quando você é uma Caçadora de Sombras assassina de demônios, sua mãe está em um coma magicamente induzido e você de repente descobre que criaturas como lobisomens, vampiros e fadas realmente existem? Se Clary deixasse o mundo dos Caçadores de Sombras para trás, isso significaria mais tempo com o melhor amigo, Simon, que está se tornando mais do que só isso. Mas o mundo dos Caçadores não está disposto a abrir mão de Clary — especialmente o belo e irritante Jace, que por acaso ela descobriu ser seu irmão. E a única chance de salvar a mãe dos dois parece ser encontrar o perverso ex-Caçador de Sombras Valentim, que com certeza é louco, mau... e também o pai de Clary e Jace. Para complicar ainda mais, alguém na cidade de Nova York está matando jovens do Submundo. Será que Valentim está por trás dessas mortes? E se sim, qual é o seu objetivo? Quando o segundo dos Instrumentos Mortais, a Espada da Alma, é roubada, a aterrorizante Inquisidora chega ao Instituto para investigar — e suas suspeitas caem diretamente sobre Jace. Como Clary pode impedir os planos malignos de Valentim se Jace está disposto a trair tudo aquilo em que acredita para ajudar o pai? Nessa sequência de tirar o fôlego da série Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare atrai os leitores de volta para o lado mais obscuro do submundo de Nova York, onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações. 

Cidade das Cinzas é o segundo livro da série Os Instrumentos Mortais, escrita pela Cassandra Clare. A história se passa logo depois de Valetim ter sumido e Clary e Jace irão precisar encontrá-lo, para assim poderem descobrir o que aconteceu com sua mãe. Ao mesmo tempo eles irão tentar desvendar mistérios de assassinatos dos membros do submundo e controlar os sentimentos que sentem um pelo outro.

“Não pense nele", disse para sim mesma. Mas ao se olhar no espelho, viu os olhos escurecerem e soube que o corpo se lembrava mesmo que a mente não quisesse.”

A série começa no primeiro livro sendo narrada em terceira pessoa, o que me chateou e eu não consegui entender o porquê de a autora ter narrado de tal forma. Cidade das Cinzas, obviamente, também é narrado em terceira pessoa e aí sim eu gostei e entendi. Os capítulos são mais longos, mas são bem divididos, e cada parte está falando de algum personagem, o mais interessante é que ao final de cada parte a autora deixa um grande suspense, que só será revelado quando o capitulo voltar para determinado personagem. É interessante, pois consegue prender a leitura, fazendo o leitor se prender no livro. Acredito que por isso a narração em terceira pessoa, para podermos saber o que estava acontecendo com todos. 

A história ficou mais aberta a outros personagens, principalmente Alec e sua sexualidade, assunto que quase não apareceu no primeiro livro e agora ganhou um destaque maior. Também aparecem novos personagens e que tem grande força na história. Um personagem que tomou ainda mais espaço na história, e confesso, no meu coração foi Simon, que deu várias reviravoltas na história e deixou o livro ainda mais interessante.

"Ele levantou os olhos para olhar para ela, e estranhamente ela se lembrou que quando tinha 4 anos e estava na praia, chorando porque o vento tinha vindo e desfeito o castelo que tinha construído. A mãe tinha dito que poderia fazer outro se ela quisesse, mas isso não impediu que chorasse, pois o que ela acreditava que era permanente não era permanente afinal, apenas feito de areia que desaparecia com a força do vento ou da água".

Uma coisa que talvez tenha me decepcionado foi o fato de Clary e Jace não terem evoluído e amadurecido, a meu ver, eles continuam os mesmos do primeiro livro, só que com uma tensão ainda maior e os sentimentos mais fortes e intensos, quesito que me fez derreter boa parte do livro e prender a respiração por várias páginas.

Com certeza essa leitura foi bem melhor do que a primeira, que se focou mais em apresentar esse universo de caçadores de sombras, demônios e membros do submundo. Cidade das Cinzas teve a história mais interessante, cheia de mistérios, e com um triangulo amoroso que quase fez meu coração de shipper Jace ceder.


"-Quase morri, sabia?
- Eu sei. Toda vez que você quase morre, eu quase morro também."

E novamente digo que: apesar de ter sido um livro incrível, ele não entrou na minha lista de favoritos. Por quê? Não faço ideia! Talvez seja que, apesar de ter me prendido, a leitura enrolou um pouco, e não gostei muito do meio do livro, apesar de ter amado seu começo e final. Sem contar o fato de eu ainda ter esperanças de que Clary e Jace não fossem irmãos, e novamente essa minha esperança virou frustração. Quem sabe no terceiro livro, né? 

Resenha: A Cabana, por William P. Young


Já faz mais de dois anos que eu quero ler esse livro, mas sabe aqueles livros que você vai empurrando com a barriga, com medo de comprar e não ser muito bom? Foi isso que aconteceu. Até que eu ganhei ele. E hoje só consigo pensar: por que eu não li isso antes? 



Autor: William P. Young
Editora: Sextante 
Páginas: 236
Ano: 2008
Nota: 5/5
A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar àquela cabana para passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta a cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre. Num mundo em que religião parece tornar-se irrelevante, "A Cabana" invoca a pergunta: "Se Deus é tão poderoso e tão cheio de amor, por que não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo?" As respostas encontradas por Mack surpreenderão você e, provavelmente, o transformarão tanto quanto ele.

Mack é um homem que, apesar de ser apaixonado por sua família, é muito triste e sem fé. Desde que sua filha mais nova morreu, Mack não consegue mais ser feliz e nem acreditar que Deus é bom. Afinal, se Deus é bom e ama todos, como permitiu que sua filha fosse brutalmente assassinada? Essa é a grande questão do livro, e uma questão que rodeia a cabeça de muita gente quando algo trágico acontece. 

Mack tem também um passado, desde sua infância, cheio de tristeza e do qual prefere nunca se lembrar, além disso sua filha Kate tem um péssimo relacionamento com ele e sempre faz com que ele sinta raiva dela. O que salva Mack é sua mulher. Nan é uma mulher incrível, de fé inabalável e um forte relacionamento com Deus. Todos os personagens do livro são bem construídos, apesar da história não ter um foco tão amplo neles, mas sim em Mack e seu coração. 

Não é da natureza do amor forçar um relacionamento, mas é da natureza do amor abrir o caminho.

Anos após o assassinato de sua filha caçula, Missy, Mack recebe um bilhete que, supostamente, é assinado por Deus, no bilhete Deus pede para Mack se encontrar na cabana, a mesma cabana onde, supostamente, Missy foi assassinada. Apesar de todo o medo de ser uma cilada, Mack resolve ir, e aí que a história toda começa a se desenrolar.

O livro inteiro se passa em um fim de semana, apesar de eu nunca ler nada sobre religião ou Deus, eu acho muito interessante. O livro é narrado em terceira pessoa, como se fosse um amigo de Mack que tivesse contando a história. O livro é profundo, com uma narrativa simples, ele consegue ser complexo e reflexivo, fazendo a gente parar a leitura e analisar toda a situação. 

As emoções são as cores da alma. São espetaculares e incríveis. Quando você não sente, o mundo fica opaco e sem cor. 

Mack é um homem deprimido, que aos poucos vai tentando encontrar o caminho de volta e sair da Grande Tristeza. O autor conseguiu passar intensidade e sentimentos fortes. Era como se eu estivesse sentindo o que Mack estava sentindo e vendo o que ele via, apesar de não concordar com ele, eu conseguia entender seus motivos, e conseguia me sentir próxima.

É um livro intenso, cheio de altos e baixos ele consegue te surpreender do inicio ao fim. Recomendo para todos aqueles que buscam saber um pouco mais sobre os propósitos de Deus, para os leitores que gostam de livros com ótima citações, com uma história triste, mas que simula a realidade. E um final emocionante, é claro. 

Resenha: Um Caso Perdido (Hopeless #1)

Resenha: Um Caso Perdido

Um Caso Perdido é o primeiro livro da série Hopeless escrita pela autora Colleen Hoover, foi publicado nesse ano de 2014 pelo selo Galera da Editora Garela Record. O livro conta a história de Sky, uma menina que não consegue se sentir atraída por nenhum garoto, mas vê isso mudar completamente quando conhece o problemático Holder. 

Resenha: Um Caso Perdido
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Páginas: 383
Ano: 2014
Nota: 5/5 
Às vezes, descobrir a verdade pode te deixar com menos esperança do que acreditar em mentiras... Em seu último ano de escola, Sky conhece Dean Holder, um rapaz com uma reputação capaz de rivalizar com a dela. Em um único encontro, ele conseguiu amedrontá-la e cativá-la. E algo nele faz com que memórias de seu passado conturbado comecem a voltar, mesmo depois de todo o trabalho que teve para enterrá-las. Mas o misterioso Holder também tem sua parcela de segredos e quando eles são revelados, a vida de Sky muda drasticamente.

Sky é uma adolescente diferente. Adotada, ela sempre estudou em casa e nunca teve acesso a celular, internet e nem mesmo televisão. Apesar disso, ela leva uma vida normal, tirando o fato de ela não consegue se sentir atraída por nenhum garoto, mesmo ficando com eles. Em seu último ano, Sky decide entrar na escola para ter essa experiência de como é estudar em uma escola. E no mesmo dia conhece Dean Holder, que consegue fazer ela sentir em poucos minutos, o que nunca sentiu a vida toda.

Sky é uma garota que tem uma péssima reputação e Holder tem um passado horrível, já que dois anos antes ele bateu tanto em um garoto, e quase o matou. Em meio a essas historias que a cidade inteira conhece, eles começam a se encontrar e descobri que eles vão além do que os outros falam. 

Quero que saiba exatamente o que sinto, mas não existe nenhuma maldita palavra no dicionário inteiro que descreva esse ponto entre amar e gostar.

Sky e Holder são personagens muitos sensíveis, fortes e com uma química que só a Colleen sabe criar. O primeiro livro é narrado pela Sky e essa é uma das raras vezes em que eu gostei de verdade narradora-personagem e consegui me apegar a ela, dramas na medida certa, sendo impossível não se identificar. 

Apesar do inicio ser bem tranquilo, o livro conseguiu me prender bastante. Com o passar dos capítulos, os mistérios começam a surgir e me fez criar várias teorias sobre o que poderia ser. O livro tem uma história que vai além do romance de Sky e Holder, é intenso, é forte e chocante. A história cativa e prende desde o inicio ao final e é quase impossível dar uma pausa na leitura para, por exemplo, ir dormir. 

As coisas que nos derrubam na vida são testes, e esses testes nos forçam a escolher entre desistir, ficar caída no chão ou sacudir a poeira e se levantar com ainda mais firmeza do que antes.

O livro consegue abordar temas pesados, sentimentos intensos e um romance forte. Mas mesmo assim ainda consegue ter bom humor e cenas românticas que fazem o coração derreter. Eu já li outros livros da autora (Métrica e Pausa) e posso dizer que esse foi o que ela mais caprichou, pelo menos foi o que eu mais gostei. A história foi muito bem elaborada (daquelas que a gente fica imaginando de onde surgiu tanta criatividade) e personagens muito bem construídos. 

Resenha: Insurgente (Divergente #2)


Atenção: Essa resenha pode conter spoilers do primeiro livro, se você não leu Divergente ainda, clique aqui e leia a minha resenha do primeiro livro.  
Sinopse: Uma escolha pode lhe transformar—ou lhe destruir. Mas cada escolha tem consequências, e à medida que inquietação surge nas facções ao redor dela, Tris Prior  precisa continuar tentando salvar aqueles que ama—e a si mesma—enquanto luta com questões assombradoras de luto e perdão, identidade e lealdade, política e amor.  O dia da iniciação de Tris deveria ter sido marcado pela celebração e vitória com sua facção escolhida; ao invés disso, o dia terminou com horrores indescritíveis. Guerra agora paira à medida que conflitos entre as facções e suas ideologias crescem. E, em tempos de guerra, lados precisam ser escolhidos, segredos serão revelados, e escolhas se tornarão ainda mais irrevogáveis—e ainda mais poderosas.  
Autora: Veronica Roth   Editora: Rocco   Ano: 2013   Páginas: 509   Nota: 4/5

Insurgente é o segundo livro da trilogia distópica criada pela Veronica Roth, Divergente. Uma guerra está começando a transformar toda a sociedade e está começando a dividir as facções, e cada um tem que começar a escolher de qual lado irá ficar.

Tris está cada vez amadurecendo, nesse livro ela começa a ter um grande desenvolvimento na história, sua personalidade está ficando mais forte e ao mesmo tempo ela tem que conseguir lidar com todas suas fraquezas. Enquanto ela tenta se recuperar do luto e de todas as memórias que lhe assombram, ela também tem que tomar decisões que podem mudar completamente a sua vida e toda a história.


A forma como a Tris se desenvolve é incrível. A autora conseguiu transmitir todos os lados da personalidade dela, o erudito, o destemido e o altruísta. A Tris está mais madura e começa a tomar decisões, claro que muitas vezes impulsivas, mas é isso que movimenta toda a história. O romance dela com Tobias também está ficando mais forte, e em meio a guerra eles começam a sofrer uma crise na relação também, percebi como a Veronica conseguiu abordar isso, o medo que eles tinham de perder um ao outro devido ao momento em que estavam. Porém, senti falta de partes mais românticas entre eles, claro que foi totalmente compreensível, já que eles estavam em uma guerra.

Insurgente. Substantivo. Uma pessoa que age em oposição à autoridade estabelecida, mas que não é necessariamente considerada agressiva.

O mais interessante do livro foi ver como a autora abordou sentimentos tão profundos. Como o luto da Tris pelos seus pais, a culpa pelo que aconteceu a Will, e como ela tenta buscar o perdão das pessoas que ela afetou com as atitudes tomadas. No final também lidamos com duas grandes traições e o medo. São sentimentos que a Tris tenta reprimir e não demonstrar, e nós conseguimos sentir sua aflição ao tentar esconder tudo isso e ser forte. O livro transmite muitas emoções e os personagens conseguem emocionar.

Esse livro conseguiu responder uma grande duvida minha, que era sobre as outras facções e também sobre os sem facções que não ganham tanto destaque no primeiro livro, mas que no segundo começam a ter um papel muito importante. Conhecemos mais sobre a Amizade e Franqueza e e a importância real delas.

Em meio ao conflito externo e a grande guerra que está se formando, eu consegui me perder bastante. Achei a história um pouco confusa e muitas vezes ficava me perguntando como e porquê aquilo tava acontecendo, de onde tinha surgido certas decisões. Muitos personagens novos também surgem no livro e eles ganham um grande destaque, o que me deixou um pouco mais confusa. Acredito que no terceiro livro eu consiga responder algumas duvidas que surgiu enquanto eu lia Insurgente.

Descobri que as pessoas são compostas de camadas e mais camadas de segredos. Você pode achar que as conhece, que as entende, mas seus motivos serão sempre ocultos, enterrados em seus próprios corações. Você nunca as conhecerá de verdade, mas às vezes decide confiar nelas.

O livro é intenso, lida com uma situação forte, sentimentos fortes, relações que podem ser destruídas e muitas decisões. Me tirou o folego e me confundiu um pouco, a Veronica conseguiu amadurecer os personagens e principalmente, conseguiu transmitir melhor os sentimentos deles e fez com que eu conseguisse me sentir mais próxima deles, me fez entrar mesmo na história. Foi uma ótima leitura, um pouco confusa, mas que me conquistou, não tanto quanto Divergente, mas que conseguiu me prender e me causar vários sentimentos.

Resenha: Pausa (Slammed #2)


* Não leia esta resenha se você não quer receber spoilers do primeiro livro. Se você ainda não leu Métrica, leia a resenha aqui.

Pausa é o segundo livro da trilogia Slammed e é narrado por Will. A história começa contando como está o relacionamento de Will e Lake depois de todos os desafios e obstáculos que eles enfrentaram para ficarem juntos. O que eles mal sabem é que tudo aquilo era só o começo. 

Destinados um ao outro, Layken e Will superaram os obstáculos que ameaçavam seu amor. Mas estão prestes a aprender, no entanto, que aquilo que os uniu pode se transformar, justamente, na razão de sua separação. O amor pode não ser o bastante. Depois de testado por tragédias, proibições e desencontros, o relacionamento de Layken e Will enfrenta novos desafios. Talvez a poesida desse casal acabe num verão solitário... Sem direito a rimas ou ritmo. A ex-namorada de Will retorna arrependida de ter deixado o rapaz. E está disposta a tudo para reconquistá-lo. Insegura, Layken começa a ler novas reações no comportamento do rapaz. E na insistência para adiar a "primeira vez" de ambos. Presos em uma ironia cruel do destino, eles precisam descobrir se o que sentem é verdadeiro ou fruto da extraordinária situação que os uniu. Será que é amor? Ou apenas compaixão? Layken passa a questionar a base de seu relacionamento com Will. E ele precisa provar seu amor para uma garota que parece não conseguir parar de "esculpir abóboras". Mas quando tudo parece resolvido, o casal se depara com um desafio ainda maior - e que talvez mude não só suas vidas, mas também as vidas de todos que dependem deles. 
Autora: Colleen Hoover Editora: Galera Record  Ano: 2013 Páginas: 304 Nota: 4/5  


Will e Lake finalmente conseguem ficar juntos e viver a tão sonhada história de amor. Como o livro se passa exatamente um ano após o final de Métrica, Lake já não está mais no colegial e Will está fazendo mestrado, e juntos eles tem que cuidar dos seus dois irmãos. Por causa das circunstancias, Will e Lake precisaram amadurecer muito, mas eles ainda sentem uma enorme dificuldade em educar as crianças, afinal eles acabaram de entrar na vida adulta e já tem que lidar esse enorme desafio. É interessante ver essa dificuldade deles e ver a forma como eles lidam com isso, tendo que aprender sozinhos, já que não tem mais os pais para ajudar.

Enquanto ela via a primeira apresentação naquela noite, não conseguia tirar os olhos dela. Vi a paixão e a profundidade em seus olhos enquanto ela observava o palco e de imediato me apaixonei por ela. Eu a amei em cada segundo depois disso. É por isso que me recuso a deixá-la desistir.

Nesse livro já não temos mais Julia, mas a autora nos presenteou com duas novas personagens que conseguem suprir a falta que Julia faz, fora essas duas personagens (Sherry e Kiersten), também temos mais dois personagens "novos" que já não são tão agradáveis assim, Vaughn, a ex-namorada de Will que abandonou ele quando seus pais morreram e agora surge do nada e arrependida, e Reece, um antigo amigo de Will. Esse segundo livro tem um foco bem mais amplo, dando mais espaço para as histórias secundárias, como de Eddie e Gavin.

Eu tinha altas expectativas para Pausa e estava realmente achando que finalmente eu poderia dar cinco estrelas (já que Métrica só teve quatro), mas me enganei. Pausa me deixou entre um conflito de amar ou odiar. Por um lado nós temos um drama enorme, bem parecido com novela mexicana. Tem coisa mais clichê do que a volta de um ex-amor para estragar um romance que, aparentemente, era perfeito? Mas eu consegui me surpreender com isso, pois a autora levou a historia de uma forma que eu nunca iria imaginar. O drama não estava na volta da ex de Will, mas sim nas duvidas sobre o sentimento dele por Lake.

Um homem pode dizer para a mulher que está apaixonado até ficar sem ar. Palavras não significam nada quando ela está cheia de dúvidas na cabeça. Você tem que mostrar a ela

Quando eu finalmente achei que Lake tinha evoluído, ela me surge fazendo ainda mais drama. Teve um momento que eu já não aguentava mais e então eu parei um pouco para pensar (já que os livros da Colleen são assim, se você não está lendo, você está pensando na historia) e percebi que a Lake estava certa em duvidar do romance entre eles e que se fosse comigo eu também duvidaria. E mais uma vez eu cheguei ao conflito: amar ou odiar?

Quando, finalmente, tudo parece se resolver, surge um novo problema, desta vez mil vezes maior e coloca tudo em jogo novamente. Dessa vez não é só a história de Will e Lake, mas sim de vários outros personagens. Essa é a parte em que cada capítulo é um aperto no coração. Eu achei na verdade essa parte extremamente dramática, claro que é algo emocionante, mas confesso que me senti muito irritada pelo que aconteceu, mesmo com todo o medo, dá para saber o que realmente vai acontecer no final e foi do jeito que eu imaginava.

O amor é a coisa mais bela do mundo. Infelizmente, também é uma das coisas mais difíceis de se manter, assim como uma das mais fáceis de se desperdiçar.
Pausa conseguiu me tirar o folego e me trouxe novas sensações de leitura, me fez pensar no que eu faria se estivesse no lugar deles. Pausa consegue ser tão envolvente quanto Métrica, a Colleen consegue nos conquistar do inicio ao fim (novamente) e nos fazer rir (aliás, esse livros tem pontos muito engraçados, sabe aquelas piadinhas internas que só quem leu vai entender?), emocionar, morrer de amores, morrer de raiva, morrer de ansiedade. Enfim, Pausa é tão incrível quanto Métrica. Mas não mais incrível do que Métrica. 

Resenha: Métrica

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Ultimamente eu só tenho ouvido falar do livro "Um caso perdido", estava morrendo de vontade de comprá-lo, mas antes queria ter uma experiencia de leitura com outro livro da Colleen Hoover, então li Métrica, um livro um tanto diferente de tudo que já li e ao mesmo tempo bem familiar.

Colleen Hoover - 304 páginas
 Galera Record
 
O romance de estreia de Colleen Hoover apresenta uma família devastada por uma morte repentina. Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor. 

Logo nas duas primeiras paginas eu já me apaixonei pelo livro, uma narrativa leve e uma personagem principal bem cativante, pois apesar de ser um pouco dramática em alguns momentos, eu acabei me identificando com ela e concordando que em seu lugar eu faria/pensaria/sentiria a mesma coisa. Não sei direito explicar, mas logo nos primeiros capítulos já me vi totalmente envolvida na historia e não conseguia mais largar o livro, foi tanto que li ele em dois dias, mas poderia muito bem ter terminado em um dia só. 

O livro foi bem rápido e a cada capitulo era uma reviravolta na historia, e o mais incrível é a forma como a autora soube escrever esses acontecimentos, pois em nenhum momento eu achei que tava acontecendo tudo muito rápido, basicamente o livro teve o tempo certo para cada coisa, acontecendo rápido, mas sem um acontecimento atropelar o outro. 

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Outro ponto forte do livro é como a autora soube encaixar tudo de forma que não deixasse muitos "buracos" na historia, desde os personagens secundários, como a Eddie e sua amizade com a Lake, ao romance da Lake com o Will, a amizade do irmãozinho da Lake, Kel, com o irmãozinho do Will, Clauder, até o relacionamento da Lake com sua mãe. O mais incrível de tudo isso é que a cada relacionamento, desde o familiar ao amoroso, a gente consegue tirar um ensinamento, aliás, vários ensinamentos. 

Will e Lake é aquele tipo de casal que nos faz suspirar, eles tem uma química incrível e parecem se encaixar perfeitamente, e o destino resolve brincar com esse amor. Eu me apaixonei pelo Will e incrivelmente eu gostei bastante da Lake (é muito raro eu gostar do narrador-personagem). O único ponto fraco para mim foi o fato do romance ter se apagado e ficado meio avulso em meio aos acontecimentos, senti falta daquele paixão ardente que nos faz dar gritinhos e querer roer as unhas. Mas ao mesmo tempo isso não me incomodou tanto, porque a autora soube conduzir bem as outras relações. 

"Fico imóvel, tentando assimilar os últimos quinze segundos da minha vida. De onde foi que surgiu aquilo? Por que é que eu fiquei lá parada, deixando que ele fizesse aquilo? Apesar das minhas objeções percebo, de modo ridículo, que tinha acabado de vivenciar o beijo mais apaixonado que já recebi de um garoto – e foi na porcaria da testa!"


Um ponto importante que merece grande destaque na relação de Will e Lake é o envolvimento da poesia entre eles e até mesmo com os outros personagens. Confesso que não senti tanto essa relação deles com a poesia no inicio, mas do meio para o final é a poesia que acaba transmitindo para eles coisas que não foram ditas diretamente. Expliquei mal explicado, eu sei. 

 “Na poesia dos dois, talvez a estrofe perfeita seja solitária e ímpar. E amor rime com dor.”

Achei o final do livro incrível e de por mim não precisaria de uma continuação, porém eu li a sinopse do segundo livro, Pausa, e simplesmente me apaixonei e já estou muito agoniada para ler ele, acho que será a próxima leitura, portanto fiquem de olho por aqui. 

Minha nota é 4 estrelas, pois ele é um livro muito, muito bom, mas não chega a ser ótimo, sabe? Não foi ótimo para mim por causa do romance do Will e da Lake ter ficado meio avulso pelo meu ponto de vista, mas se não fosse isso, com certeza seria 5. 

Se você gosta de livros que mostra o amadurecimento dos personagens, questões familiares e um romance doce, mas sem ser meloso, é quase certeza que você vai gostar bastante de Métrica.

Resenha: O Segredo de Emma Corrigan

Imagem: Jessica Mendes

Depois de tomar coragem resolvi ler um livro da Sophie Kinsella. Sempre me interessei muito pelas historias de seus livros, mas nunca tive coragem de ler um, pois, como sempre via todo mundo falando tão bem, tinha altas expectativas e morria de medo de me decepcionar e ser a menina que todo mundo fala: "Como assim você não gosta dos livros da Sophie Kinsella?", entendem? Por fim, decidi abrir mão desse medo bobo e finalmente dei uma chance para O Segredo de Emma Corrigan. 



Sophie Kinsella - 384 páginas - Record 

Em O Segredo de Emma Corrigan , Sophie Kinsella segue a receita que fez da série Os delírios de consumo de Becky Bloom . Com humor e muito charme, ela nos apresenta a Emma, uma inglesa perto dos 30 anos, mas longe de uma definição na vida. Na memória ela guarda situações ultraconfidenciais: como perdeu a virgindade enquanto os pais assistiam Ben-Hur na sala de TV, o que pensa sobre o namorado, as peças que prega nos colegas de escritório, seu peso real. Funcionária Júnior da Panther Corporation, uma empresa de produtos energéticos e esportivos com filiais por toda Grã-Bretanha, Emma vai a Glascow participar da reunião de marketing sobre um novo refrigerante, a Panther Cola. O que parecia uma grande oportunidade profissional se transforma num pesadelo. Como se não bastasse ter derramado a bebida num superior, seu vôo de volta para casa quase cai. Em momentos de tensão as pessoas fazem as coisas mais estranhas. E Emma Corrigan não é exceção. Acreditando estar a um passo de uma morte trágica, ela conta todos os seus pequenos pecados para o passageiro ao lado. Afinal, qual a probabilidade de vê-lo de novo? Ainda mais com vida? Mas o destino decide brincar com a protagonista: o avião pousa em segurança e o distinto cavalheiro nada mais é que o fundador e presidente da empresa onde trabalha. E além dos segredos pessoais, Emma abriu o verbo sobre todos os colegas da Panther e suas estratégias para enrolar no serviço. Para recuperar o respeito profissional - e voltar às boas com o pessoal do escritório - Emma se mete nas situações mais inusitadas, quase novelísticas. Mas com as quais todas as mulheres acabam se identificando.



Logo no inicio eu me senti assustada com o livro, a Emma é uma protagonista diferente das que eu já conheci e eu comecei a achar que ela era uma louca, mas aos poucos, em meio a situações constrangedoras e totalmente inusitadas, ela acabou me conquistando com seu otimismo e bom humor. Talvez tenha achado um livro realmente um pouco exagerado, mas, segundo algumas resenhas lidas, essa é justamente uma características dos livros da S. Kinsella.

A Emma é uma protagonista super cativante, consegue ser otimista, pessimista, azarada, sortuda, forte e fraca, enfim, ela consegue ser tudo ao mesmo tempo e isso acaba fazendo com que a gente se identifique em alguns pontos com ela. Consegui me perder em meio a seus pensamentos e achei um máximo a forma como a Sophie escreveu eles, ao mesmo tempo em que ela pensava em algo ela conseguia se convencer do contrário e isso acabou deixando a leitura bem agradável e divertida. Além disso, consegui me perder facilmente em meio aos sentimentos da Emma, consegui rir com ela e ficar triste, sentir raiva e morrer de amores. Dava vontade às vezes de tirar a Emma de dentro do livro e lhe dar um bom abraço e em outros momentos de lhe dar um belo tapa na cara, hahaha.

Por outro lado a Emma é uma personagem muito insegura e cheia de crises, ela não acredita em seu potencial e muitas vezes acaba passando do ponto, sabe? Não foi algo que me incomodou muito, pois a autora na verdade soube abordar bem essa personalidade, já que, apesar de ser insegura, a Emma não é do tipo que fica abatida e reclamando. Ela fica um pouco por baixo, mas logo em seguida toda uma dose de otimismo e se levanta (ou tenta).

O livro é repleto de situações inusitadas e super constrangedoras, e adorei a forma como a Sophie desenrolou a historia, conseguiu me surpreender a cada acontecimento. Não gostei muito do inicio do livro, achei meio bobinho, mas com o desenrolar da historia eu comecei a me empolgar e quando vi já estava completamente envolvida, com coração acelerado e todas essas sensações estranhas que os livros bons nos provocam.

Gostei muito do livro, a narrativa da Sophie é completamente envolvente e eu consegui me perder dentro da historia, me sentia dentro do livro e conseguia até imaginar as cenas, hahaha. Gostei muito da experiencia e com certeza irei ler mais e mais livros dela. Minha nota é cinco estrelas. 

Resenha: A escolha


Olá minhas queridas (começando a resenha já no clima do livro, ahahah #Maxon). Hoje eu vim fazer uma resenha muito especial e na verdade eu to com um pouco de medo de fazer ela, pois eu não sei se eu vou conseguir resenhar esse livro direito, mas irei tentar.

Finalmente eu consegui ler A Escolha, o livro final da trilogia de A Seleção, e eu nunca percebi o quão apaixonada eu sou por essa trilogia! A Escolha, foi um livro que me conquistou do inicio ao fim e ao mesmo tempo em que eu queria saber logo seu final, não queria de maneira alguma que acabasse. Me senti totalmente envolvida pela America, Maxon, Aspen e até mesmo alguns personagens secundários.
Pode partir meu coração. Mil vezes se desejar. Sempre foi seu pra machucar como quiser

A Kiera fez um trabalho incrível, não só com esse último livro, mas com todos, pois foram livros que roubaram toda minha atenção enquanto eu lia, me cativaram e a cada momento me fez imaginar como seriam os personagens, os lugares citados e etc. Fora os personagens muito bem elaborados, suas personalidades e seus sentimentos. Mas vamos falar do último livro em especial logo.

— Vamos ser claros: ninguém concorda com você— Vamos ser claros: eu não ligo. 

A Seleção já está no fim e só restam quatro garotas para lutarem pelo o Maxon. A disputa está super acirrada, principalmente entre Kriss e America. Finalmente a America conseguiu se decidir e saber quem ela realmente ama, o que foi ótimo, pois ela não ficou enrolando o livro inteiro para descobrir só no final (como eu imaginava). Logo nas primeiras paginas já conseguimos saber quem ela realmente quer, o único problema é: como dar o fora no outro? (nada delicado a forma que eu me expressei, eu sei, mas não consegui outra maneira de falar, hahaha).

Por favor, America. Você já disse e fez tantas coisas estúpidas que para mim seria uma surpresa descobrir que você ainda é capaz de sentir vergonha.”

Acho que esse foi o único livro da trilogia que não me fez morrer de raiva da America, muito pelo contrario. A America está menos cabeça de vento nesse livro, talvez graças a suas experiencias ruins, como no final de A Elite, mas mesmo assim ela ainda costuma fazer algumas burradas, afinal, America Singer sem burrada, não é America Singer, hahaha. Mas nesse livro ela conseguiu amadurecer bem mais e isso evitou muitos momentos que poderiam ter sido ruins.

- America, sua cabeça está cheia de más ideias. Ótimas intenções, péssimas ideias. 

A relação dos personagens neste livro está bem mais forte, principalmente entre America e Maxon, e por incrível que pareça, as quatro meninas da elite (Celeste, Elise, America e Kriss) também estão bem mais amigas. Consegui compreender muito mais todas elas e não odiá-las tanto. Achei super bacana a forma como a Kiera conseguiu fazer essa relação entre as garotas evoluírem, para que quando o livro acabasse a gente conseguisse gostar de cada uma delas a sua maneira.

Senti nossos narizes se tocarem na escuridão. A vontade de beijá-lo veio rápida e inesperada. 

O livro não deixou nada a desejar, e me surpreendeu bastante (e olha que eu estava cheia de expectativas em!). Foi o livro que mais me trouxe emoções, eu passei uma tarde inteira lendo ele e quando já estava no final, tive que ir tomar um ar, pois eu já estava cansada: chorei, ri, chorei, ri, chorei... Ao final do livro eu já não aguentava mais de felicidade e tristeza ao mesmo tempo, muita coisa ruim aconteceu, mas o final foi simplesmente perfeito. Com certeza vocês ainda irão ver eu falar muito dessa trilogia por aqui, pois foi uma trilogia que me marcou imensamente.



Ah, lembrando que eu ainda não consigo me conformar com o fato de que não vivo no livro, quero um Maxon para mim, JÁ! Beijos minhas queridas <3


Resenha: A Vivência de Clarisse


Acredito que muitas leitoras aqui do blog sonham em fazer um intercambio, principalmente em Londres. Eu não sou apaixonada por Londres, mas sempre sonhei fazer um intercambio, conhecer outra cultura deve ser algo maravilhoso, e enquanto não é possível realizar esse sonho, eu leio sobre. Essa semana eu recebi o livro da autora parceira aqui do blog, a Isabella Danesi, que fala sobre uma viagem não só para outro continente, mas também para dentro de si mesmo. Espera, deixa eu explicar melhor.

O livro "A Vivência de Clarisse" conta a historia de Clarisse, ou Clair, uma garota de 16 anos que está indo fazer um intercambio na Inglaterra, realizando seu grande sonho. Ela fica hospedada na casa de uma amiga, Gio, que por uma grande coincidência namora um dos integrantes da banda que a Clair ama, Flight 08.

É aí que a historia começa a se desenrolar, Clair, finalmente conhece a banda da qual ela é apaixonada, e "conhece" o vocalista, Mark. Clair começa a se apaixonar por Mark, mas o que fazer quando você gosta de uma pessoa que, além de ser super cobiçado, tem fama de galinha e ainda por cima não sabe expressar os sentimentos?

Primeiramente, devo alertar a vocês: não foi uma grande leitura para mim. Eu me interessei muito pelo livro e adorei saber mais sobre a Inglaterra, é um livro que carrega muita informação sobre os lugares e como é a cultura, até porque a autora tinha feito também um intercambio. A narrativa é que, na minha opinião, deixou um pouco a desejar. Senti falta daqueles diálogos de tirar o folego e não consegui sentir uma ligação direta com a personagem.

A narrativa do livro me lembrou muito um diário, mas de uma forma diferente, pois a personagem não vai contando a historia dela conforme vai acontecendo, mas sim meses depois de tudo aquilo acontecer ela resolve escrever como foi a viagem. Isso me deixou um pouco triste, mas não atrapalhou muito.

Uma coisa que me incomodou mesmo foi a personalidade da Clair, senti falta da ligação dela com os outros personagens e todo aquele drama adolescente que faz você ficar roendo as unhas de ansiedade para saber o que vai acontecer em seguida, pelo contrário, o livro foi bem calmo e eu só fiquei animada em duas ou três partes.

O romance também não é aquela coisa açucarada, que te faz morrer de amores pelo casal e torcer o livro inteiro por eles. Achei que faltou motivos para eles se apaixonarem um pelo outro, uma ligação forte entre eles.

Se tem uma coisa que me deixou animada com o livro foi a forma como a Clair enxerga a vida, ela não é exagerada e eu me achei parecida com ela em alguns momentos, principalmente quando ela dá de cara com um problema, mas não se desespera e sabe que nada dura para sempre, principalmente a dor. Achei ela muito madura e isso foi bom e ruim. Bom porque não deixou o livro chatinho e muito dramático e ruim porque acabei sentindo falta da intensidade que geralmente esses livros "adolescentes" tem.

O livro tem paginas amarelinhas, um cheiro muito bom e uma capa incrível. Sério, eu fiquei apaixonada por essa capa, e olha que eu nem sou fã de vermelho, em! Achei muito legal os detalhes, principalmente esse violão que começa em todo capitulo. O espaçamento e a fonte são ótimos também.

Minha nota para o livro é duas estrelas (ou seja, regular). Foi um livro bem tranquilo de se ler, mas não me surpreendeu e nem me prendeu tanto. Gostei muito da mensagem final do livro e também do fato da autora passar tanta informação sobre o intercambio, isso acabou fazendo eu me sentir dentro da viagem. Mas faltou intensidade, paixão e esse monte de sentimentos que nos deixam com os dedos formigando, entendem?

O livro foi publicado pela Editora Novo Século e contém 231 paginas.


Espero que tenham gostado da resenha, curtam a pagina do livro e a do blog, um beijão!




Resenha: Divergente

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Sabe quando um livro é tão bom que quando você acaba de ler esse você se pega de boca aberta o coração pulando e você se imaginando dentro da historia? Foi isso que acabou de acontecer comigo quando eu terminei de ler divergente.

Já fazia um bom tempo que eu só lia várias resenhas sobre Divergente, mas nunca senti a menor vontade de ler o livro e então eu vi o trailer do filme e gente, eu fiquei louca para ver o filme! Só que sempre que saí um filme inspirado em um livro e eu quero muito vê-lo, eu prefiro ler o livro antes e depois ir aos cinemas, pois eu sempre me arrependo de ver o filme sem ler o livro. Agora chega de blábláblá e vamos a resenha. 


Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.(Veronica Roth - 502 páginas - Rocco)

A leitura me prendeu do inicio ao fim. Eu me identifiquei muito com a Tris e, apesar dela ter um pouco de Bella Swan, eu não me incomodei tanto quanto imaginei que me incomodaria, ao contrario. A Tris ela é muito insegura, mas conforme vão surgindo as dificuldades ela se faz forte e ela começa a vencer barreiras que eu acabei duvidando. Ela se sente frágil, pequena e feia, mas isso não a faz lamentar, faz ela persistir em sua força e mostrar que ela é forte, sim! 

O livro tem uma narrativa muito detalhada, porém não é cansativo. São os detalhes que fez eu entrar no livro e me imaginar na mesma situação. Aliás, quando eu lia o livro eu me imaginava dentro dele e mesmo quando eu não estava lendo eu ficava pensando o que iria acontecer e como eu faria se eu fosse a Tris. Acho incrível isso de o autor conseguir te roubar algumas horas com a leitura e fazer você se sentir parte do livro. 

O romance do livro é fraco, mas isso não me incomodou como geralmente costuma incomodar. Eu estava mais preocupada com a ação do livro do que o romance, o que é surpreendente para mim. Todas as lutas, simulações e as brigas foram o que me cultivou e me fez ter vontade de ler. Além de todos os mistérios que envolviam não só a Tris, mas todo mundo no livro. 

Os mistérios do livro são tão ocultos que você só consegue imaginar que algo está prestes a acontecer. E isso é outra coisa que costuma me incomodar na leitura e com esse livro não me incomodou. Aos poucos eles vão dando pistas para quem ta lendo do que vai acontecer, mas só conseguimos juntar as peças quando o livro mostra o quebra-cabeça completo.

O livro tem um final surpreendente e um pouco esperado, você sabe por alto o que vai acontecer, mas mesmo assim consegue ficar de boca aberta com algumas coisas. Aliás, o livro todo me deixou assim. Ele termina com aquele gosto de quero mais e eu em breve começarei a leitura do segundo livro, então fiquem de olho. Um beijo e leiam este livro, pois ele é incrível e vai fazer você fugir da realidade. 

 

Espero que tenham gostado da resenha e agora fiquem com o trailer do filme só para vocês sentirem ainda mais vontade de ler (e assistir). Ps: Em breve resenha do filme também, fiquem de olho. Beijos!

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